Funkeiros e equipes de som do Rio lotam casas noturnas em bairros como Itaquera.
Freqüentadora diz que funkeiras de São Paulo são mais comportadas que as cariocas.



Depois de dominar redutos de “playboys” da Vila Olímpia, de Pinheiros e do Itaim, a trajetória paulistana do funk carioca finalmente reencontra suas origens: os braços – e os “popozões” – do povo. Em bairros periféricos da zona leste de São Paulo, como Itaquera, Jardim Aricanduva e Cidade Tiradentes, o pancadão encontrou terreno fértil e uma legião animada de baladeiros que viram suas tradicionais noites de pagode seremconvertidas em bailes funk. 
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Foi o que aconteceu no clube Nação Tan Tan, em Itaquera. Se num passado recente a casa costumava dedicar sua programação ao pagode e à dance music comercial, hoje o lugar promove os mais concorridos bailes funk da “Zolé” (modo como os freqüentadores se referem à Zona Leste da capital).

Nas madrugadas de quinta-feira e sábado, funkeiros como o Mr. Catra e equipes de som do Rio marcam presença no local. E quando essa turma sobe ao palco é certeza de casa cheia. No caso da Nação Tan Tan, são 8 mil festeiros rebolando até o chão.